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PLOA 2027: governo prevê mais de 53 mil vagas em concursos federais; Veja cargos e órgãos
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PLOA 2027: governo prevê mais de 53 mil vagas em concursos federais; Veja cargos e órgãos

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01 de setembro de 20269 min de leitura

O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, documento que apresenta a previsão de receitas e despesas da União para o próximo exercício.

Para quem acompanha o universo dos concursos públicos, um dos principais destaques está no Anexo V da proposta, que prevê 53.530 vagas relacionadas à criação e ao provimento de cargos nos Poderes da União.

Do total, 48.826 são destinadas ao provimento de cargos, enquanto 4.704 correspondem à criação de novas vagas.

A maior parcela está concentrada no Poder Executivo, que reúne 47.609 vagas previstas. O Poder Judiciário aparece em seguida, com 5.131, enquanto Legislativo, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União também possuem quantitativos previstos.

Apesar de representar um número expressivo de oportunidades, é fundamental entender que a inclusão das vagas no PLOA não significa que 53.530 novos cargos serão necessariamente oferecidos em concursos públicos. O projeto ainda precisa passar pelo Congresso Nacional e, posteriormente, outras autorizações e decisões administrativas serão necessárias para a efetivação das contratações.

PLOA 2027: quantas vagas estão previstas para concursos?

A proposta orçamentária apresenta a seguinte distribuição:

Poder/órgãoVagas para criaçãoVagas para provimentoTotal
Poder Executivo2.74544.86447.609
Poder Judiciário1.8683.2635.131
Poder Legislativo330330
Defensoria Pública da União9192183
Ministério Público da União277277
Total4.70448.82653.530

O Poder Executivo concentra quase 90% de todas as vagas previstas, o que mantém em evidência os concursos de órgãos da Administração Pública Federal.

Já no Judiciário, são previstas 5.131 vagas, sendo 3.263 para provimento e 1.868 para criação.

Quase 49 mil vagas são destinadas ao provimento

Um dos pontos que merece atenção na análise do PLOA 2027 é a diferença entre criação e provimento.

Das 53.530 vagas previstas, 48.826 correspondem ao provimento de cargos. Na prática, isso significa que a maior parte do quantitativo está relacionada à ocupação de cargos já existentes, incluindo situações que podem envolver aprovados em concursos realizados anteriormente.

As outras 4.704 vagas estão relacionadas à criação de cargos.

Por isso, não é correto interpretar o número total do PLOA como uma previsão de 53.530 vagas que necessariamente estarão disponíveis em novos editais.

A própria composição orçamentária mostra que parte relevante dos recursos poderá ser utilizada para recomposição dos quadros de pessoal e para nomeações decorrentes de concursos que já estão em andamento ou foram realizados.

Governo prevê recursos para concursos e novas contratações

Além da previsão de cargos no Anexo V, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que o orçamento de 2027 reserva R$ 1,3 bilhão em despesas primárias para concursos e novas contratações no Poder Executivo federal.

Outros R$ 1,2 bilhão estão previstos para concursos e contratações nas instituições federais de ensino.

Assim, o montante destinado a essas finalidades chega a R$ 2,5 bilhões.

Segundo as informações divulgadas pelo governo, os valores abrangem diferentes situações, como concursos já autorizados, provimentos adicionais, seleções em andamento e possíveis autorizações que ainda estão sendo analisadas pelo MGI.

O cenário está relacionado também à necessidade de recomposição dos quadros de servidores. O governo destacou que mais de 70 mil servidores poderão atingir a idade para aposentadoria até 2030, reforçando a demanda por reposição de pessoal.

Reajustes de servidores também estão previstos no orçamento

O PLOA 2027 não trata apenas de novas contratações. A proposta contempla aproximadamente R$ 9,1 bilhões para a recomposição salarial de servidores civis e militares.

O tema faz parte do cenário de despesas com pessoal projetado pelo governo para o próximo exercício, em um contexto de maior controle sobre o crescimento dos gastos públicos.

A proposta orçamentária estabelece um limite de despesas primárias de R$ 2,576 trilhões para 2027, valor 7,7% superior ao limite previsto para 2026.

Por que o número de vagas caiu em relação ao PLOA 2026?

A comparação com o orçamento apresentado para 2026 chama atenção. No PLOA 2026, estavam previstas 89.058 vagas para o serviço público federal. Para 2027, o quantitativo caiu para 53.530.

Isso representa uma redução de aproximadamente 39,9%.

O Poder Executivo continua concentrando a maior parte das oportunidades, mas também apresentou queda significativa: foram 81.421 previsões no PLOA 2026, contra 47.609 no projeto para 2027.

Confira a comparação:

  • Poder Executivo: de 81.421 para 47.609 vagas;
  • Poder Judiciário: de 6.983 para 5.131;
  • Poder Legislativo: de 271 para 330;
  • DPU: de 810 para 183;
  • MPU: de 357 para 277.

O Legislativo foi a exceção, com crescimento de aproximadamente 21,8% na previsão, passando de 271 para 330 vagas.

Os dados do PLOA 2026 confirmam que a proposta anterior previa 89.058 vagas, sendo 81.421 destinadas ao Executivo.

O que explica a redução das vagas para 2027?

A elaboração do orçamento de 2027 ocorre em um cenário fiscal mais restritivo.

De acordo com as informações divulgadas sobre a proposta, mecanismos previstos na legislação fiscal limitam o crescimento das despesas com pessoal diante do resultado fiscal registrado nos exercícios anteriores.

O efeito é a necessidade de maior cautela na expansão das despesas obrigatórias, o que impacta diretamente o planejamento de novas contratações e reajustes.

Ainda assim, a existência de mais de 53 mil previsões de criação e provimento demonstra que o governo mantém espaço orçamentário para recomposição dos quadros e realização de contratações ao longo de 2027.

Concursos federais que já estão no radar

O PLOA deve ser analisado em conjunto com outro fator importante: diversos concursos federais já possuem autorização ou estão em diferentes estágios de preparação.

Entre as seleções que merecem atenção estão órgãos como:

Receita Federal

O concurso da Receita Federal possui autorização para:

  • 30 vagas de Auditor-Fiscal;
  • 116 vagas de Analista-Tributário.

O Ministério da Gestão e da Inovação também publicou, em julho de 2026, a autorização para realização de novo concurso para o quadro da Receita Federal.

Banco Central

O Banco Central também está entre os órgãos com concurso autorizado, com previsão de oportunidades para:

  • Técnico;
  • Auditor;
  • Procurador.

A autorização para o concurso foi formalizada pelo MGI em julho de 2026.

Controladoria-Geral da União

A CGU também está no radar dos concurseiros, especialmente pela previsão de oportunidades para a carreira de Auditor Federal de Finanças e Controle.

Advocacia-Geral da União

A AGU possui previsão de oportunidades para diferentes carreiras jurídicas, incluindo:

  • Advogado da União;
  • Procurador da Fazenda Nacional;
  • Procurador Federal.

Agência Nacional de Proteção de Dados

A ANPD também aparece entre os órgãos com seleção autorizada, com previsão para a carreira de Especialista em Regulação de Proteção de Dados.

E o Poder Legislativo?

No Legislativo, o destaque fica para a Câmara dos Deputados.

Das 330 vagas previstas para o Poder Legislativo no PLOA 2027, 237 estão relacionadas à Câmara dos Deputados.

O quantitativo poderá contemplar tanto o aproveitamento de aprovados em concursos anteriores quanto as necessidades decorrentes de novas seleções.

A Casa também trabalha na preparação de novo concurso para cargos específicos da carreira de Analista, o que mantém a Câmara entre os concursos federais que devem ser acompanhados pelos candidatos.

PLOA 2027 prevê vagas para a DPU?

Sim. A Defensoria Pública da União (DPU) aparece no Anexo V com 183 vagas, sendo:

  • 92 para provimento;
  • 91 para criação.

O quantitativo, contudo, não deve ser interpretado automaticamente como número de vagas de um novo edital.

A realização de concurso depende da análise das necessidades da instituição e das demais autorizações necessárias.

E o Ministério Público da União?

Para o Ministério Público da União (MPU), estão previstas 277 vagas, todas destinadas ao provimento. O número está relacionado à recomposição do quadro de pessoal e pode contemplar aprovados em seleções que ainda estejam válidas.

A distribuição indicada no orçamento contempla:

  • Ministério Público Federal (MPF): 233;
  • Ministério Público Militar (MPM): 10;
  • Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT): 20;
  • Ministério Público do Trabalho (MPT): 5.

O cenário deve ser acompanhado pelos candidatos aprovados em concursos recentes, especialmente porque a existência de cargos vagos pode abrir espaço para novas convocações durante a validade dos certames.

Quais são os próximos passos do PLOA 2027?

Após o encaminhamento ao Congresso Nacional, o projeto passa pelo processo legislativo orçamentário.

A proposta será analisada pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), responsável pela apreciação do orçamento.

Durante essa etapa, deputados e senadores podem apresentar emendas dentro das regras estabelecidas. O texto passa por análise e votação dos relatórios correspondentes antes de chegar ao Plenário do Congresso Nacional.

Depois da aprovação, o projeto é encaminhado para sanção ou veto presidencial.

Com a sanção, o PLOA se transforma na Lei Orçamentária Anual (LOA), que servirá como base para a execução do orçamento federal em 2027.

O que o candidato deve fazer diante do PLOA 2027?

A redução do número de vagas em relação ao PLOA 2026 não significa que o cenário de concursos federais deixou de ser relevante.

Pelo contrário: a proposta continua indicando dezenas de milhares de possibilidades de provimento e criação de cargos, enquanto diferentes órgãos já possuem concursos autorizados ou em preparação.

Para quem pretende conquistar uma vaga no serviço público federal, o principal recado é não esperar a publicação do edital.

A preparação antecipada permite construir uma base sólida, acompanhar as disciplinas mais importantes e chegar ao período pós-edital com uma vantagem significativa.

O PLOA 2027, portanto, deve ser visto como um indicador importante do planejamento de pessoal da União, e não como uma lista definitiva de novos concursos.

Vale a pena começar a estudar antes do edital?

Sim. A previsão orçamentária, somada às autorizações e movimentações já existentes em diversos órgãos, reforça a importância de acompanhar o cenário e iniciar a preparação com antecedência.

Para o candidato, estudar antes do edital continua sendo uma das principais estratégias para aumentar a competitividade.

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